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2010’s: NOVA ERA

Guias Mutantes: 60 Anos de Grande Prémio de Macau

Realizado pela primeira vez em Novembro de 1954 como uma corrida para amantes locais do desporto automóvel, o Grande Prémio de Macau veio a transformar-se naquele que muitos consideram a melhor prova em circuito urbano do mundo. Seguidamente, apresentamos alguns dos pontos altos dos últimos 60 anos.


2010’s: NOVA ERA

 

2010 

Windsor Arch, patrocinador de título pelo terceiro ano consecutivo, e este ano como 57 Grande Prémio de Macau Windsor Arch – Star River, o evento entrou, uma vez mais, para a história, com um piloto a vencer por duas vezes o Grande Prémio de Fórmula 3 e ao ser batido o recorde da volta mais rápida do Grande Prémio de Motos de Macau.

O ambiente festivo, que se sentiu em Macau durante o mês do Grande Prémio, saiu reforçado com a visita do Primeiro-ministro Wen Jiabao à cidade, mesmo antes do evento. Ao mesmo tempo que Macau celebrava a primeira medalha de ouro conquistada nos Jogos Asiáticos, que se realizaram em Cantão.

O atleta galardoado com a medalha de ouro, Jia Rui, conduziu uma parada na pista, no domingo antes da F3, acenando aos espectadores do topo de um carro eléctrico aberto, precedendo a Dança do Dragão, o grupo de dança folclórica portuguesa e actuações de dança e canções.

Ao das 27ªs edições do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, desde que o falecido Ayrton Senna venceu a primeira corrida em 1983, nunca algum piloto tinha conseguido vencer a corrida por duas vezes.

Depois da estreia em 2007, o italiano Edoardo Mortara regressou no ano seguinte para terminar na segunda posição. Em 2009, o piloto alcançou a vitória, mas uma não foi suficiente para o campeão das Séries Europeias de Fórmula 3. Mortara jurou conquistar dois títulos da Taça Intercontinental da FIA de Fórmula 3.

Mortara agarrou a pole para a corrida de qualificação de sábado, em 2010. À partida da grelha, ele não teve o melhor arranque, já que se deparou logo de início com grande desafio de Valtteri Bottas, que saiu da primeira linha, antes de perder a liderança para Daniel Abt. No entanto, agarrou de novo o primeiro lugar na Curva do Lisboa, a partir daí conseguiu uma posição confortável.

À terceira volta, Vanthoor roubou o segundo lugar a Abt, agarrando-o até cruzar a bandeira. Entretanto, Abt enfrentou grande pressão do grupo que o perseguiu durante a corrida. Merhi tentou uma ultrapassagem arrojada, ao avançar do lado de fora em direcção ao Lisboa para agarrar a terceira posição, à oitava volta. No entanto, a esperança de subir ao pódio foi esmagada, quando ele abrandou por suspeita de furo. Com isto, Abt ganha de novo o terceiro lugar, com Bottas a terminar a corrida na quarta posição.

Os resultados definiram a grelha para a corrida de 15 voltas do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, no domingo. Mortara teve um arranque limpo da pole e defendeu muito bem a posição, em direcção ao Lisboa, afastando-se de Abt, que ultrapassou Vanthoor, piloto que arrancou da primeira linha. Mas quase imediatamente o safety car entrou em pista na sequência de um incidente na linha da partida.

A corrida foi retomada à terceira volta, e Mortara viu-se pressionado por Abt e Vanthoor, com a dupla a precipitar-se sobre ele na corrida para a Curva do Lisboa. Mas, logo umas curvas mais tarde, Abt saiu-se muito mal nas Esses da Solidão ao raspar na parede e ir de encontro às barreiras. Com o carro dele empanado, o safety car entrou de novo na pista.

Mortara teve mais sorte desta vez, com a corrida a recomeçar à sétima volta, distanciando-se de Vanthoor na corrida para o Lisboa. Vanthoor não podia fazer nada para encurtar a distância, e assim Mortara cruzou a linha e entrou nos livros da história do Grande Prémio de Macau. Vanthoor foi o segundo, com Bottas agarrar o último lugar do pódio.

O Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA – Corrida da Guia de Macau – Sociedade de Jogos de Macau, S. A., registou bastante drama, mesmo antes dos carros chegarem à pista.

Enquanto o palco era montado para um campeonato espectáculo entre os líderes da pontuação, o francês Yvan Muller num Chevrolet Cruze LT, e o tri-campeão britânico do WTCC da FIA, Andy Priaulx num BMW 320si, o Campeonato de Pilotos de 2010 foi, na realidade, decidido fora da pista.

A Chevrolet ganhou o recurso que interpôs, no Tribunal Supremo Internacional da FIA em Paris, contra a decisão que permitia Priaulx e o seu companheiro de equipa, Augusto Farfus, de utilizarem caixa de velocidades sequencial na penúltima etapa em Okayama, no Japão. A exclusão destes dois pilotos dos resultados deu a Muller uma liderança irrefutável. Assim, Muller chegou a Macau como o novo campeão do WTCC da FIA, o segundo título da sua carreira.

No entanto, Macau foi palco da luta pelos títulos do Campeonato de Fabricantes do WTCC da FIA, dos Troféus de Independentes e de Equipas Yokohama e ainda do WTCC Rookie Challenge da FIA.

O piloto da Chevrolet, Rob Huff, agarrou a pole para a partida da penúltima etapa da época, à frente do piloto da SEAT Norbert Michelisz, embora o húngaro tenha descido para sétimo na grelha, depois de uma penalidade de cinco lugares. Muller alinhou ao lado de Huff na grelha de partida.

Huff aumentou as possibilidades de terminar na segunda posição o Campeonato de Pilotos do WTCC da FIA, ao alcançar uma vitória dominante na primeira de duas corridas. Ele teve uma excelente partida da pole para conseguir a liderança, mas o safety car foi obrigado a entrar, logo de seguida, na pista em consequência de um incidente.

E quando a corrida recomeçou à quinta volta, Huff conseguiu, uma vez mais, um arranque limpo para alcançar a liderança à frente de Muller e que manteve até à bandeira. Ele tinha dois segundos de vantagem no início da décima volta, quando o safety car entrou novamente na pista.

Tiago Monteiro da SEAT foi uma sombra de Muller, que seguia na segunda posição, mas não conseguiu ultrapassar o piloto da Chevrolet. Entretanto, atrás deles disputava-se de forma renhida o quarto lugar. Gabriele Tarquini conseguiu garantir o lugar, depois de ter ultrapassado Augusto Farfus na recta do Mandarim, à oitava volta. Farfus acabou por perder outra posição para Michelisz, na volta seguinte, terminando a prova em sexto.

Os resultados finais das corridas garantiram, em 2010, o Campeonato de Fabricantes do WTTC para a Chevrolet.

Na etapa final, Michelisz assegurou a sua vitória inaugural no campeonato depois de conseguir escapar ao homem da pole, na partida inicial, e vencedor do Troféu de Independentes Yokohama, o dinamarquês Kristian Poulsen, pouco antes da bandeira vermelha surgir devido a uma colisão.

Depois de um reinício do safety car, Michelisz conseguiu aumentar a vantagem sobre Tarquini, que conservou a distância de Huff, com um resultado que garantiu ao italiano o segundo lugar no Campeonato de Pilotos do WTCC da FIA.

Huff, que iniciou a corrida na oitava posição, conseguiu bem cedo subir ao sexto lugar – sendo depois prendado com um lugar por Muller à terceira volta, bem consciente da luta pelo segundo lugar do campeonato. Huff ultrapassou Farfus à sexta volta, conquistando a terceira posição mas, apesar de se aproximar bastante de Tarquini, na última volta, não conseguiu caminho para ultrapassá-lo. Assim, o piloto acabou por terminar a época com os mesmos pontos que Tarquini, mas menos vitórias. No final foi o seu adversário que acabou por ficar à frente na tabela.

Na 44ª edição do Grande Prémio de Motos de Macau, Michael Rutter, com seis vitórias, veio a Macau à procura da sétima vitória e assim bater o recorde, enquanto que, Stuart Easton, bi-campeão, veio à caça do seu terceiro título em Macau.

Rutter alcançou uma espectacular pole, à frente de Easton, na última volta da sessão de qualificação. John McGuinness, outro piloto britânico, foi o terceiro mais rápido numa Honda IGT/sorrymate.com.

Rutter poderá ter arrancado da pole, mas foi Easton que conquistou a bandeira axadrezada na 44ª edição do Grande Prémio de Motos de Macau, uma das mais desafiantes corridas de motos de estrada. No entanto, teve de enfrentar uma forte rivalidade de Rutter durante a primeira parte da corrida, depois da bandeira vermelha ser chamada à pista na sequência de um incidente, após seis voltas. Ao reiniciar a corrida, Easton tentou mais uma vez distanciar-se de Rutter. No entanto, o seu adversário conseguiu aproximar-se o suficiente e chegou mesmo ameaçar ultrapassá-lo.

Em resposta, Easton aumentou a velocidade, fixando um novo recorde de volta mais rápida, à sétima volta, deixando Rutter de rastos. Toye alcançou um espectacular terceiro lugar, quando se aproximava da meta, depois do britânico Simon Andrews se deparar com problemas mecânicos, na última volta.

Na corrida da Taça GT Macau, o japonês Keita Sawa conquistou a sua segunda vitória, depois de dominar a corrida do princípio ao fim, num Lamborghini LP560 GT3, quase 15 segundos à frente do piloto de Hong Kong, Marchy Lee, ao volante de um Audi R8 LMS GT3, com o bretão Danny Watts a terminar no terceiro lugar, também ele num Audi.

A batalha entre as duas Regiões Administrativas, na Corrida Interport Hong Kong/Hotel Fortuna Macau, foi ganha pelo piloto de Macau Álvaro Mourato, com os seus conterrâneos, Jerónimo Badaraco e Wong Ka Hong a agarrarem os restantes lugares do pódio, dando à cidade a terceira vitória consecutiva.

Na Corrida de Carros de Turismo Macau - CTM, o piloto de Hong Kong, Paul Poon, agarrou a bandeira, à frente de Lo Ka Fai e de Andy Yan. Enquanto que o acidentado Macau Road Sport Challenge foi ganho pelo japonês Manabu Orido, ao volante de um Nissan GTR-R35, seguido por Sun Tit Fan de Macau e Tan Wei da China, ambos num Mitsubishi Evo 9s.

Na última corrida de sempre da Fórmula BMW Pacífico, foi Carlos Sainz Junior, filho do antigo Campeão Mundial de Rally, que conquistou a vitória, à frente dos seus companheiros de Equipa (Eurointernational), o japonês Tomoki Nojiri e Tom Blomqvist.

Antes do arranque das corridas, pilotos e corredores das três provas rainhas tiveram a oportunidade de sentir o lado cultural de Macau, durante o tradicional evento de encontro e cumprimentos, que se realiza na quarta-feira que antecede o primeiro dia de treinos. Visitantes e residentes tiveram a possibilidade de ver os concorrentes a tentarem a sorte na caligrafia chinesa, na identificação do Centro Histórico de Macau, património da UNESCO, e ainda na dança do limbo com dois “pandas” a representarem os Pandas Gigantes Kai Kai e Xin Xin, oferta de Pequim a Macau.

Com novos capítulos de história escritos, um recorde quebrado da volta mais rápida, e quatro dias excepcionais de corridas, o 57º Grande Prémio de Macau Windsor Arch – Star River, continuará na história como um dos eventos desportivos mais emocionantes.

  

 








 

 

2011

O 58º. Grande Prémio de Macau ficará na memória de todos, por muitas décadas, como uma edição fenomenal, mesmo segundo os mais elevados padrões internacionais do desporto motorizado, bem como a edição mais aclamada do que nunca, como muitos recordes batidos, atraindo ainda mais a atenção do mundo.

 

Michael Rutter, a lenda do motociclismo, fixou um novo recorde no Circuito da Guia ao conquistar a sétima vitória, ultrapassando finalmente a marca do herói das duas rodas, Ron Haslam. Daniel Juncadella tornou-se o primeiro espanhol a vencer o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 e Taça Intercontinental de F3 da FIA e o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo chegou ao rubro à corrida final da temporada.  

 

Contudo, ainda antes do início do evento, já o Grande Prémio assinalava um novo recorde de patrocinadores em título, incluindo a “SJM”, apoiante de longa data, e, pela primeira vez na sua história, patrocinadores para cada uma das sete principais corridas de cartaz.

 

A “SJM” foi o patrocinador em título, tanto do Grande Prémio de Macau de F3 como das últimas duas rondas de Campeonato de Viaturas de Turismo da FIA de 2011, que assinalou o 40º aniversário da Corrida Guia, enquanto a City of Dreams se aliou à 45ª edição do Grande Prémio de Motos de Macau.

 

Star River-Windsor Arch juntou o seu nome à cada vez mais competitiva Taça de Macau GT, enquanto a CTM e o Hotel Fortuna voltaram como patrocinadores das já habituais corridas com os seus nomes. O Suncity Group fez a sua estreia com os direitos de denominação da Road Sport Challenge de Macau.

 

E, o Grande Prémio foi o anfitrião das duas rondas finais do no Troféu Internacional de Fórmula 3 da FIA, cuja última ronda foi também a Taça Intercontinental de F3 da FIA, acrescentando assim mais uma cereja no topo do bolo.

 

O vice-presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Graham Stoker, visitou Macau pela primeira vez e ficou impressionado com o que viu dentro e fora do Circuito.

 

O novo recorde de venda de bilhetes aos 54.000 espectadores que afluíram às bancadas do circuito gerou cerca de 10 milhões de patacas de receitas. E, mais de 65 mil pessoas estiveram presentes no Grande Prémio, incluindo equipas e um milhar de profissionais de 240 órgãos de comunicação social.

 

Até mesmo o problema da chuva, que chegou a ameaçar a interrupção do programa, foi prontamente resolvido pela organização com a alteração do horário para que o Domingo fosse o dia de um inesquecível espectáculo das três principais provas de cartaz e de carros desportivos. Os espectadores tiveram assim a oportunidade, num só dia, de assistir a um emocionante, diversificado e prestigiado alinhamento de corridas.

 

O Grande Prémio de Macau de F3-“SJM”, com a mais impressionante lista de nomes inscritos até então e todos os condimentos para ser um grande espectáculo, não decepcionou ninguém.

 

O alemão Marco Wittmann, segundo classificado da Eurosérie de F3 de 2011, manteve a excelente forma dos treinos livres e ficou com a pole provisória da primeira cronometragem. O espanhol Roberto Merhi, recém coroado campeão da mesma série, determinado em conquistar o Circuito da Guia desta vez, conseguiu também um lugar de topo na lista de tempos da sessão, mas o alemão conseguiu melhorar o seu tempo de volta em 0, 064 segundos para assegurar a posição dianteira da grelha na corrida de classificação de 10 voltas e penúltima ronda do Troféu Internacional de F3 da FIA.

 

Merhi acabaria por ser penalizado, mais tarde, com o sétimo lugra na grelha devido a um incidente com Felix Rosenqvist na primeira sessão de classificação, dando ao jovem português António Da Costa a oportunidade sensacional de partida, ombro a ombro com Wittmann.  

 

O novo campeão de GP3, o finlandês Valtteri Bottas e o piloto e companheiro da série GP3, o britânico Alexander Sims, ocuparam a segunda linha da grelha.

 

Wittmann dominou a corrida de qualificação, com uma partida perfeita da pole, cedendo apenas uma breve liderança a Felipe Nasr que tinha arrancado do terceiro lugar da grelha. Da Costa sai-se menos bem sendo obrigado a desistir com a primeira velocidade danificada.

 

Atrás de Wittmann e Nasr, Merhi pressionou desde o oitavo lugar da partida até à quarta posição no final da volta de abertura. Mas, apesar dos esforços, Merhi não teve hipóteses de passar Nasr que acabou a sessão no segundo posto, com o safety car em pista. Bottas terminou em quarto, à frente do colombiano Carlos Huertas.

 

Depois de uma emocionante batalha de 15 voltas até à vitória, Daniel Juncadella triunfou no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 “SJM”, aproveitando bem o recomeço da corrida, pós safety car, para agarrar, e nunca mais deixar, a liderança.

 

Da quarta posição no início da sessão, Juncadella saltou dois lugares a seguir a um período de safety car à quinta volta, ultrapassando o homem da frente Wittmass aproveitando o cone de sucção de pois de outro período de safety car à 10ª volta.

 

Daí para a frente, Juncadella continuou a aumentar a vantagem da liderança sobre o mais directo adversário, Nasr, até ao terceiro e último período de safety car, na última volta, que lhe garantiu a vitória quando a corrida já não podia ser retomada. Wittmann, que tinha partido do primeiro lugar na grelha e caído depois para quinto ao longo da prova, conseguiu recuperar e terminar em terceiro.

 

O drama começou ainda na grelha, quando Merhi ficou parado e sendo atingido por trás por Richie Stanaway, com Laurens Vanthoor apanhado também no incidente. Bottas ameaçou atacar a liderança antes de bater no muro do Lisboa e ser obrigado a desistir.

 

Kevin Magnussen escapou ileso do acidente a alta velocidade contra as barreiras da Curva do Mandarim, após tocar na traseira do carro de William Buller e ser projectado no ar, enquanto Carlos Sainz e Hywel Lloyd batiam ao tentarem evitar o incidente.  

 

E, o drama não foi menor no Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA – Corrida da Guia, com o apoio da “SJM”. 

 

Rob Huff, candidato ao título, e o alemão Franz Engstler conquistaram a pole para as duas corridas finais da temporada.

 

Huff superou o rival ao título de pilotos e companheiro na equipa da Chevrolet, Yvan Muller, na primeira volta da segunda sessão de classificação, lutando contra cãibras dolorosas na perna para assegurar a pole da primeira corrida por 0,268 segundos.  

 

Gabriele Tarquini ficou em terceiro com o SEAT Lukoil na sua última volta da sessão, finalizando à frente de Darryl O’Young de Hong Kong e de Tom Coronel com um BMW. 

 

Configurando um clímax emocionante da temporada e mantendo vivas as esperanças do título do campeonato, Rob Huff venceu a penúltima corrida da época. Numa prova afectada por dois períodos de safety car, Huff aguentou o desafio intenso do companheiro de equipa, Muller, para conseguir um triunfo crucial.

 

Huff enfiou-se na frente no arranque original para a prova, que acabaria por ser atrasada por uma volta devido à formação indevida dos carros na partida em movimento. Contudo, o safety car foi chamado à pista, quase imediatamente a seguir ao incidente entre André Couto, piloto de Macau, e Alai Menu.

 

A corrida foi retomada ao início da quinta volta, quando o safety car voltou à cena depois da colisão entre O’Young e Mehdi Bennani, no Lisboa. Ao princípio da oitava volta, Huff manteve a vantagem sobre Muller até à bandeira de xadrez, enquanto o par se afastava de Tarquini, mais atrás, na terceira posição. 

 

Huff prosseguiu na sua excelente forma ao vencer a segunda corrida e a final da temporada, mas foi o terceiro na final do companheiro de equipa que deu a Muller a coroa de campeão pelo Segundo ano consecutivo.

 

Huff largou da terceira posição na grelha mas conseguiu colar-se ao adversário mais rápido na partida Coronel e a Michel Nykjaer a caminho do Lisboa. À terceira volta já liderava a corrida, depois de ultrapassar Michel Nykjaer para chegar ao segundo lugar e, posteriormente Coronel, com a Muller a progredir também, logo atrás deles, em quarto

 

O safety car entrou em cena depois de um acidente no Mandarim e Huff alargou a vantagem terminando 4,6 segundos à frente de Coronel. Muller ultrapassou Nykjaer no Lisboa e assegurou o seu lugar no pódio e o título de 2011.

 

Com a chuva a interromper o programa da 45ª edição do Grande Prémio de Motociclos, foi com enorme alívio que os concorrentes pudessem cumprir a sessão de qualificação no Sábado, à tarde.

 

Michael Rutter, com a Ducati 1200 da RidersMotorcycles.com, entrou na competição em busca do seu sétimo título da prova rainha do Extremo Oriente e, finalmente, bater o recorde de vitórias que compartilhava com Ron Haslam desde 2005.

 

Rutter deu provas da sua mestria na sessão de classificação, garantindo a pole com um volta de apenas oito centésimos para o tempo de qualificação no ano anterior e uma vantagem de mais de três segundos sobre o mais directo adversário, John McGuinness, com a Honda 1000 da Roadhouse SMT.   

 

Ian Hutchinson, de volta à competição depois de ter recuperado de ferimentos graves numa corrida no Reino Unido, teve uma prestação soberba registando o terceiro tempo mais rápido com a sua Swan Yamaha 1000.

 

Com a corrida do Grande Prémio no Domingo, os concorrentes alinharam na grelha, em frente a uma poderosa audiência de 24 mil pessoas, todas desejosas de confirmar se Rutter iria inscrever o nome nos livros da história das corridas de motociclismo de Macau.

 

Pese embora a vantagem de Rutter com a pole, foi Hutchinson que varreu a grelha para assumir o comando à partida. McGuinness conseguiu também levar a melhor sobre o veterano a caminho do Lisboa, com Jessopp a seguir o exemplo.

 

Enquanto Hutchinson procurava construir uma vantagem confortável sobre os rivais, McGuinness e Rutter estavam envolvidos numa batalha a três vias, com McGuinness a cair para a quarta posição. Rutter carregou, na sua melhor forma passou para segundo e, facilmente, conseguiu apanhar Hutchinson.

 

Aproximando-se, Rutter rapidamente tirou a liderança a Hutchinson à quarta volta, com o companheiro de equipa a passar para segundo.

 

Fortemente aplaudido pela multidão, Rutter proveu ser o motociclista com maior sucesso no Circuito da Guia, conquistando a sua sétima vitória com uma margem de 4,772 segundos sobre Jessopp, Hutchinson e o americano Jeremy Toye.

 

O italiano Edoardo Mortara, outro piloto a fazer história, manteve a mestria no inesquecível Ciruito da Guia ao vencer a Taça GT de Macau - Star River.Windsor Arch com um Audi R8. Depois de ganhar os dois últimos Grandes Prémios de Macau de F3, feito nunca antes alcançado por outro piloto, Mortara demonstrou que podia dominar tanto num carro GT como num monolugar.

 

Ao tomar a pole com uma volta três segundos mais rápida do que o japonês Keita Sawa, duas vezes vencedor da corrida, com um Lamborghini LP-560 GT3 e mais de 4,5 segundos sobre o britânico Danny Watts com o novo McLaren MP4, Mortara dominou totalmente as dez voltas da prova, sempre à frente, desde a partida até à bandeira de xadrez.

 

O piloto de Macau, Rodolfo Ávila, terminou em quarto com o Porsche 911 GT3 R da Team Jebsen, à frente do japonês Tomonobu Fujii com um Aston Martin DBRS9, numa corrida com bandeiras vermelhas depois do incidente no Mandarim, envolvendo diversos carros, e recomeçada atrás do safety car.

 

Samson Fung, piloto de Hong Kong, venceu a Taça de Carros de Turismo-Macau CTM, à frente do companheiro de equipa, Paulo Poon, ambos com os Chevrolet Lacetti. O homem da pole, o piloto de Macau Leong Ian Veng acabou a prova em terceira, com um Honda Accord CL7, mas teve a consolação de ter feito o tempo mais rápido das doze voltas da corrida.

 

A Região Administrativa Especial de Hong Kong saíu também triunfante na Road Sport Challenge de MacauSuncity Group, com o primeiro lugar do pódio para Phillip Yau e o Nissan GTR35, com uma vantagem de 3,452 segundos, sobre o japonês Tatsuya Tanigawa em Mazda LA-SE3P RX-8 e Kenneth Look ao volante do Subaru Impreza GDB Ver8.

 

O homem da pole, o tailandês Charoensukhawatana Nattavude, que liderou grande parte da corrida com um Mitsubishi EVO9, teve problemas mecânicos e terminou na 14ª posição.

 

Na corrida Interport Macau/Hong Kong, Chou Keng Kuan, piloto de Macau, levou a melhor sobre o adversário Álvaro Mourato e levou o s louros da vitória. Chou, Mourato e Billy Lo de Hong Kong, com o terceiro lugar no pódio, ofereceram um espectáculo emocionante, com Mourato a cruzar a bandeira preta e branca com uma diferença de apenas dois centésimos de segundo atrás de Chou.

 

Nove corridas cheias de adrenalina e inúmeros novos recordes assinalados, as equipas, patrocinadores e público em geral estão todos de acordo que o 58º. Grande Prémio de Macau - “SJM” patrocinador oficial nunca mais será esquecido.

2012

A marcar o 30.o aniversário do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 – a única e oficial Taça Intercontinental de F3 da FIA – e receber novamente o apoio da SJM, como patrocinado oficial no 59.o Grande Prémio de Macau, foi simultaneamente comovedor e emocionante.  

O Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 – SJM viu a cidade coroar, pela primeira vez, um campeão português, o piloto favorito da Ferrari, António Félix da Costa que garantiu também à Carlin o primeiro troféu de equipas.   

No entanto, foi um principiante em Macau, Alex Lynn, que deixou a sua marca, ao liderar a grelha da prova qualificativa de sábado. Depois de alcançar a quarta posição nos treinos de sexta-feira, Lynn melhorou o seu tempo em seis décimos de segundo assegurando um lugar na frente da grelha e definiu os resultados para a partida do Grande Prémio de domingo.  

Durante os treinos, Félix marcou a posição, desde cedo, com uma vitória confortável, em Macau. O piloto português, depois de ter vencido, em 2012, outras provas em GP3 e Renault 3.5, com uma segunda posição na grelha de partida rapidamente alcançou a liderança logo à entrada da curva do Lisboa. A bandeira axadrezada marcou uma margem de 1.5 segundos entre ele e a estrela sueca Feliz Rosenqvist, que partiu na quarta posição e esteve na frente, logo desde o início. 

Apesar de Lynn ter perdido duas posições, no início, terminou em terceiro assegurando um lugar na segunda linha da grelha. 

A batalha pelo quarto lugar foi renhida entre Carlos Sainz Júnior, filho do ex-campeão mundial de rally, e os campeões, em Macau, Daniel Juncadella, Harry Tincknell e Pascal Wehrlein. No final esta foi a ordem de chegada, e a grelha ficou fechada na 30.a volta. 

Para Félix apesar da partida parecer um “dejá vu”, Rosenqvist a sair na frente, uma jogada perfeitamente executada voltou a colocar o piloto português na frente, logo na curva do Lisboa. Uma vez na frente Félix aí ficou até ao final da prova onde terminou com uma vitória histórica. 

Rosenqvist, que esteve o fim-de-semana todo em disputa com Félix, atravessou a meta em segundo lugar, e Lynn, na qualidade de grande revelação, subiu ao terceiro e último lugar do pódio. 

Enquanto que Wehrlein continuou a impressionar, assegurando o quarto lugar à frente de um piloto mais experiente, Felipe Nasr, esta revelou não ser uma boa saída para Juncadella. O piloto espanhol perdeu qualquer hipótese de seguir os passos de Edoardo Mortara com vitórias consecutivas ao se ver forçado a sair, à quarta volta, com uma avaria na suspensão. 

No entanto, para Félix, à medida que a meta se aproximava ouvia-se o entusiasmo da multidão como um sinal de aprovação pela espectacular façanha de se tornar no primeiro piloto Português a conquistar o título de campeão no Grande Prémio de Formula 3 de Macau. 

No Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA – Corrida da Guia de Macau – com o apoio SJM, a acção foi ainda mais intensa, com o titulo de 2012 a ser disputado até ao último segundo da última corrida da época. 

Depois de um fim-de-semana espectacular, em Xangai, antes de vir a Macau, o piloto britânico Rob Huff voltou a ser um sério candidato ao título depois de alcançar excelentes resultados durante os treinos e segurar a frente da grelha na primeira corrida, à frente dos pilotos da Chevrolet, Yvan Muller e Alain Menu. 

No entanto, um acidente, logo na primeira corrida, traçou o destino de Huff que embateu contra a parede e teve que se retirar da liderança, passando o testemunho a Muller seguido de Menu, o que veio a reduzir a diferença de Huff, na classificação final do campeonato, para apenas 17 pontos de Mullert e 19 de Menu. Com apenas 25 pontos a segunda corrida foi uma prova renhida até ao fim para os fãs de Huff.

A situação foi tensa como no Troféu Yokohama, com os três pilotos de topo – Norbert Michelisz, Pepe Oriola e Stefano D’Aste – a falhar a qualificação depois de estarem envolvidos num acidente na primeira volta. 

Darryl O’Young assegurou a vitória, seguido de Tiago Monteiro que perseguiu o seu Chevrolet até ao fim e subiu ao pódio, pela primeira vez, com um Honda, que esteve em prova apenas três corridas do FIA WTCC. 

A vitória da segunda corrida foi para Menu e apesar do segundo lugar, Huff assegurou o título de campeão FIA WTCC 2012. O mundo assistiu com emoção quando, nas duas últimas voltas, visivelmente emocionado alcançou o seu primeiro título da FIA WTCC, no ano que a Chevrolet se retirou das provas. 

Por sua vez, O’Young terminou o fim-de-semana em alta, com a segunda vitória no troféu Yokohama, depois de uma série de incidentes que eliminaram Alex MacDowall, Michelisz e Oriola. Michelisz assegurou o título de 2012.

Com um recorde de oito participações, vencedor em 2000 no Grande Prémio de Fórmula 3 de Macau e no Super GT no Japão, André Couto terminou com um excelente resultado, no 11º lugar. Jo Rosa mostrou também a sua perícia terminando em 13.o lugar na segunda corrida, pilotando ao mais alto nível de uma competição internacional de carros de turismo. 

Já no legendário Grande Prémio de Motos de Macau o “Rei de Macau”, nas duas rodas, Michael Rutter, esteve sempre à procura da oitava vitória com a STM Honda. Ao ter assegurado o seu nome na história do Grande Prémio, em 2011, ao alcançar sete vitórias, em Macau, esteve sempre à procura de mais uma conquista. 

O piloto britânico marcou a volta mais rápida nas duas provas de treinos livres, mas o seu parceiro de equipa John McGuinness estave igualmente com a sede de vencer, ao ser o único piloto a assegurar provisoriamente a pole. O terceio mais rápido, no final, veio a ser o piloto de 27 anos, Martin Jessop, segundo em 2011, em Macau, na equipa Riders’ Motorcycles Ducati

Apesar das interrupções causadas pela chuva, a 46ª edição do Grande Prémio de Motos de Macau realizou-se, no domingo, após o Grande Prémio de Fórmula 3. 

Com mais de 20 motos participantes a rugir na partida da grelha, Rutter mostrou-se intocável num espectáculo memorável e uma corrida fantástica. 

Marcando, desde o início, uma corrida rápida, a sua posição nunca esteve em perigo até à recuperação de Jessopp, que apesar de ter feito um arranque fraco, lutou até chegar ao grupo da frente, com uma subida do quarto ao segundo lugar em apenas uma volta. 

No entanto, Rutter, já estava com um grande avanço, e Jessopp teve que se contentar com o segundo lugar no pódio. Simon Andrews, numa Ice Valley BMW, reclamou o terceiro lugar depois de uma série de voltas rápidas, no início, que marcaram o seu melhor resultado de sempre em Macau. 

A vitória de Rutter, e o sétimo lugar para MacGuiness, deram à equipa STM Racing o troféu inaugural por equipas do Grande Prémio de Motos de Macau. 

Este ano, a prova ficou marcada com a morte do piloto português Luís Filipe de Sousa Carreira que não resistiu aos ferimentos causados por um aparatoso acidente nos treinos. Apesar da rápida intervenção no local e a entrada no hospital, 10 minutos depois do incidente, a equipa médica não conseguiu salvar o piloto. Foi realizado um minuto de silêncio antes do início do Grande Prémio de Motos. 

A Taça GT Macau – City of Dreams demonstrou claramente como uma prova, apenas cinco anos depois de ter sido criada, se torna numa corrida importante na carreira de um piloto ou de um construtor. 

Apesar da lista de participações incluir ex pilotos de Fórmula 1 e estrelas das 24h Les Mains, todos estavam com os olhos postos em Edoardo Mortara. Apelidado “Rei de Macau” depois das inúmeras vitórias no Grande Prémio de Formula 3 e na Taça GT, do ano passado, o piloto no Audi R8 LMS não iria ter a vida facilitada em 2012. 

Quando Lucas Di Grassi subiu ao cimo da tabela, no seu Ferrari, durante as duas primeiras sessões de treinos livres, Mortara estava furioso. Di Grassi, estreante na Taça GT, regressou à cidade onde venceu o primeiro Grande Prémio de Fórmula 3, em 2005.  

Mortara respondeu ao desafio com uma volta fulminante, na segunda sessão de treinos, um segundo mais rápido que o melhor tempo de Di Grassi. Coroado recentemente campeão da Porsche Carrera Cup Ásia, Alexandre Imperatori foi o terceiro mais rápido, ao volante de um Porsche 911 GT3 R, marcando o seu melhor tempo pouco antes de ter um acidente e levantar a bandeira vermelha.  

Vencedor, em 2009 e 2010, Keita Sawa do Japão, foi o quarto piloto mais rápido, em mais um Porsche, à frente de Danny Watts num Maclaren MP4

Apesar de ter saído na frente, Mortara perdeu a liderança para Di Grassi logo no início, tendo recuperado apenas à quarta volta. O Safety Car foi chamado à sexta volta, logo após um acidente ter ocorrido, sendo que depois de uma breve paragem, os fãs foram premiados com um sprint de duas voltas até à bandeira final.  

Apesar de tudo Mortara manteve-se firme e Di Grassi, mesmo terminando a prova em segundo lugar, teve uma penalização de 60 segundos por falsa partida. 

Assim Imperatori, na sua estreia na prova GT, no circuito da Guia, foi promovido ao segundo lugar e Watts ficou em terceiro. O Japonês Akira terminou em quarto, num Maclaren, à frente de Romain Dumas, num Porsche 911 GT3 R

A Taça de Carros de Turismo de Macau – CTM ficou igualmente marcada pela segunda morte do evento depois do piloto de Hong Kong Phillip Yau Wing Choi não ter resistido aos ferimentos de um trágico acidente durante a sessão de treinos. 

Antes do início da prova foi igualmente feito um minuto de silêncio em honra de Yau.  

Durante a corrida Paul Poon, da China Dragon Racing, terminou vitorioso depois de superar Andy Yan Cheuk Wai da Team Pro Spec que ficou atrás por apenas dois décimos de segundo. Em terceiro ficou Michael Choi Koon Meng da Prince Racing

O Macau Road Sport Challenge – Suncity Group foi conquistado pelo piloto de Macau Sun Tit Fan. O tailandês Nattavude Charoensukhawatana lançou-se para uma segunda posição, na corrida de 10 voltas, pela ShenZhen Dyno King Racing Team enquanto que, de Hong Kong, Yam Chi Yen, terminou em terceiro. A Mitsubishi EVO9 provou dominar a prova arrebatando as primeiras três posições do topo da tabela com o chinês Han Han, num Subaru Impreza e o piloto de Macau, Un Wai Kai, em quinto, num Mitsubishi EVO8. 

Na grande batalha entre as duas regiões, a Corrida de Interport MAC/HKG – Hotel Fortuna, deu a vitória a Chou Keng Kuan de Macau que deu as honras à casa defendendo o título depois de uma prova de dez emocionantes voltas. Em segundo ficou o piloto de Hong Kong Alex Hui Ka Tai e logo a seguir Alvaro Mourato, de Macau, no terceiro lugar do pódio.

Entre toda a acção, num pacote de sete corridas, os fãs foram ainda agraciados com alguns eventos especiais, com um trio de carros de Fórmula 1 a representar não só a forte herança do desporto motorizado como também o futuro em pista. O carro de F3 Cooper MK VIII 500, 1954, a representar o ano do Grande Prémio de Macau, esteve presente, assim como o Ralt-Alfa Romeo RT3, de 1983, utilizado pelo legendário piloto Gerhard Berger durante o Grande Prémio de F3 nesse ano. O Dallara Volkswagen F312, de 2012, esteve a representar o futuro do Grande Prémio de Macau e da Fórmula, conduzido pelo homem que mais tarde viria a vencer o troféu de equipas, Trevor Carlin. 

O Grande Prémio de Macau também assistiu às acrobacias de Oliver Ronzheimer, numa Kawasaki, actual recordista mundial do motociclismo acrobático e artista do freestyle, conhecido como ‘OllyR’.