Huff arrecada recorde com nona vitória em Macau

Rob Huff agarra recorde com nona vitória na Corrida da Guia de Macau, no domingo, tornando-se no concorrente mais bem-sucedido nos 64 anos de história do Grande Prémio de Macau, superando o recorde anterior de oito vitórias do piloto do Grande Prémio de Motos de Macau Michael Rutter. Huff adicionou a vitória da Corrida da Guia Macau Suncity Grupo – Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA, em 2017, ao seu recorde sem precedentes de vitórias, a primeira das quais foi em 2008.

 

O piloto da Münnich Motorsport arrancou da pole com o seu Citroën C-Elysée, e sobreviveu ao ataque de Norbert Michelisz da Honda, depois da corrida ter começado atrás do carro de segurança. As condições da pista foram consideradas suficientemente molhadas para iniciar a prova com o carro de segurança, antes de se retirar da pista e a corrida começar à terceira volta. 

 

Michelisz foi em perseguição de Huff desde a tribuna até à curva do Mandarim Oriental, chegando-se ao lado de fora na aproximação ao Lisboa, acabando por se deixar ficar atrás de novo. O húngaro atacou de novo no início da segunda volta da corrida, mas perdeu algum tempo no sector final do circuito o que permitiu a Huff afastar-se.

 

Com o cone de aspiração perdido, Huff aumentou a vantagem de forma confortável e cruzou a meta com 8.142 segundos de diferença de Michelisz.

 

Depois de perder o “reboque” de Huff, Michelisz – cuja equipa terminou a reparação do seu Civic às seis da manhã depois do desvio na corrida de abertura no sábado – concentrou-se em defender-se da perseguição de Tom Chilton da Sébastien Loeb Racing C-Elysée, que integrava o grupo de três carros ao lado de Huff e Michelisz que se distanciaram no início da corrida.

 

Chilton conseguiu espaço para acelerar o Honda na última curva e tentou ultrapassar na zona da tribuna no início da nona volta, mas Michelisz manteve-se no jogo do lado de fora e Chilton viu-se obrigado a desistir, deixando-o vulnerável perante Esteban Guerrieri com a segunda máquina da Civic.

 

Guerrieri já havia limpo um adversário ao título de  Michelisz, Thed Björk, para a quarta posição, tendo-se aproximado do segundo e terceiro lugar com uma série de voltas mais rápidas, lucrou com Chilton a desistir da manobra sobre Michelisz para ultrapassar o homem da Citroën entre as curvas durante a nona volta. A partir daí, Guerrieri assumiu o papel de protector do companheiro de equipa Michelisz, candidato ao título do WTCC da FIA, dando-lhe algum espaço para respirar.

 

Mas Guerrieri viu uma bandeira preta e branca como sinal de advertência por condução antidesportiva, na última volta, acabando por scumbir a Chilton na Curva Dona Maria  a caminho do segundo sector do circuito cruzando a meta em quarto lugar.

 

Björk nunca conseguiu aproximar o seu Volvo S60 do grupo da frente, mas conseguiu uma corrida confortável e alcançar a quinta posição sem qualquer desafio do piloto Tom Coronel ROAL Motorsport Chevrolet Cruze, que segui atrás. Mehdi Bennani foi o sétimo no segundo SLR C-Elysée à frente de Kevin Gleason (RC Motorsport Lada Vesta) e do Volvo de Nestor Girolami.